Son Goku

O Deus perdido

Description:

Olhos: Cor de mel
Cabelos: Loiros e Longos
Altura: 1, 75 m
Peso: 80 Kg
Idade aparente: 30 anos

Son Goku teoricamente pode assumir a forma que quiser, mas comumente prefere que o vejam da forma como sua mãe Pedra o esculpiu. Uma forma humanoide, esguia e atlética que se assemelha a uma espécie de híbrido símio peculiar. Seu corpo possui pelagem pelo tórax, braços, pernas, costas, pés mãos e rosto, seguindo uma espécie de desenho. Todos os pelos de seu corpo são dourados, mesmo seus cabelos, cílios e sobrancelhas. Seus cabelos vivem eternamente em uma espécie de rabo de cavalo, presos por uma pequena coroa de ouro, ninguém jamais viu a real extensão deles.

Curiosidade: Son Goku não precisa realmente de botas, as usa apenas por ter sido um dos artefatos mágicos aos quais ganhou em batalha. O solado de seus pés é tão resistente, que conseguiria andar sobre larva e não sentiria absolutamente nada.

Ator referência: Jet Li

Bio:

No início dos tempos, existia o caos. E de tempos em tempos, as coisas foram nascendo e aparecendo… um pouco alí, algo aqui… E assim, foram criando-se e fazendo-se seres e criaturas pelo mundo… A linda água, que por mim escorria, todos os dias… As lindas árvores, que ao meu lado nasceram e se ergueram… Exuberantes. E o vento… Ah… o vento… Como gostaria de brincar com ele. De correr como ele… De pular por entre as nuvens e de correr pelos bosques e de amar as arvores e de brincar e brincar e brincar… Eu via tudo parado, de dentro da minha mãe. Ela era sábia e gostava da própria natureza. Mas eu não. Tinha vontade de nascer e correr e pular e brincar como todos que eu via. Então a minha mãe, a grande rocha mística das montanhas hua guo shan, que um dia fora nascida do caos, fez minha vontade. Me deu a forma que ao seu ver, mais combinava comigo… E assim, eu nasci. Minha mãe realmente era sábia e quando me deu forma, me fez parecido com os macacos que foram meus primeiros amigos.
Corri, brinquei, pulei, traquinei e me diverti. Vivi muitas aventuras. Tive um mestre, fui rude, fui astuto, fui arrogante, fui expulso, fui rejeitado… Mas vivi. Vivi muito. Descobri como transformar cada um de meus milhares de pêlos em 72 formas diferentes. Aprendi a pular quilômetros e a dar cambalhotas nas nuvens. Tive tantas experiências… Lembro-me da vez em que quis uma arma a minha altura.Ora! O rei dos macacos não podia ter qualquer arma…
Eu queria uma arma mística. Que fizesse jus a minha linhagem. Que fizesse jus a um rei.
Então comecei a peregrinar em busca de uma arma que tivesse sido feita para mim. Que tivesse nascido para ser minha parceira. Que se adequasse a minhas travessuras.
Ouvi então falar de Ruyi Jingu Bang. Minha bela e dourada parceira. O que fiz? Claro que fui desci de minha montanha e fui ao mar, buscá-la.
Dà-Yû havia usado-a para medir a profundidade dos oceanos e teve a audácia de deixá-la lá. Sozinha e abandonada. Ao Guang, aquele dragão inescrupuloso, havia se apoderado dela e feito seu “pilar apaziguador dos mares”. Não tenho nada contra dragões, mas simplesmente TIVE que tirá-la de lá. Ela tinha brilhado para mim. Tinha me reconhecido como parceiro. Eu simplesmente não poderia tê-la deixado alí. Havia me apaixonado.
Derrotei os dragões dos quatro mares e os obriguei a me dar as melhores partes de suas armaduras.
Quando voltei, descobri que o inferno queria me levar embora. Queriam minha alma!
Quanta audácia… Não. Eu não queria, não poderia ir embora! Ainda tinha muito o que fazer, muito para brincar… Então, mostrei minha bunda as divindades do inferno, que me disseram que como todas as coisas vivas, eu deveria reencarnar. Grande bobagem! Não nasci para morrer. Então, encontrei o grande “Livro da Vida e da Morte” e apaguei meu nome de lá. Não só o meu nome… O inferno não poderia tirar meus amigos de mim, então, apaguei o nome de todos os macacos que conhecia também!
Mas a inveja dos dragões que foram derrotados justamente e a ira dos cavaleiros do Inferno que não conseguiram me pegar, se revelou logo em seguida. Foram ao Imperador de Jade, pedir ajuda.
O imperador de Jade, me chamou ao paraíso e eu fui. Achava que finalmente tinham me reconhecido. Só para me irritar, quando me disseram que eu tinha ganho o posto de “Protetor dos Cavalos”.
Protetor dos cavalos? dos CAVALOS? Tenho cara de Cavalariço?
Justo eu? O “grande sábio, igual no paraíso”? Isso me deixou MUITO ofendido!
Então lhes fiz uma bela traquinagem… Eu apenas soltei os cavalos. Eles precisavam muito, de um solzinho….
Aqueles invejosos, continuaram a não me deixar entrar em seus jardins celestiais. Tudo bem… Isso não me irritou. Até o momento em que fizeram um banquete real, oferecido aos principais deuses e eu NÃO TINHA SIDO INCLUÍDO! Isso sim foi uma tremenda ofensa!
Fui ao banquete, comi os amados pêssegos de Xi Wangmu, tomei algumas das pílulas da longevidade do Lao Tzu e claro… Eu não poderia deixar de tomar o magnífico vinho real do Imperador de Jade idiota.
Voltei para meu reino, certo de que lhes tinha dado uma lição.
Então, me proclamaram guerra…. Todos os 100.000 guerreiros celestiais vinheram a minha montanha, a pedido de seus Deuses. E todos eles pereceram diante de mim.
Se ainda tivessem vindo pessoalmente, talvez tivessemos tido boas lutas e eu tivesse perecido. Mas em sua arrogância, mandaram seus subordinados. E todos eles caíram.
Cada uma das lutas que tive com os guerreiros dos Deuses, resultou em uma constelação diferente. Gosto de pensar que elas surgiram para lembrar minhas vitórias….
Então, surgiram outros Deuses e um general, que havia entendido como minhas brincadeiras funcionavam e me capturou.
Todas as vezes que me lembro desse dia, eu tenho que rir… Tentaram me executar várias vezes e nenhuma delas surtiram efeito.
Eu não tinha meu nome no livro da vida e da morte, logo, minha existência não poderia ser apagada.
Eu tinha comigo pêssegos da imortalidade, pílulas de longevidade e tomado o vinho da invulnerabilidade.
Como esperavam destruír-me?
Diante de minhas gargalhadas, algum idiota teve uma brilhante idéia…
Me deixariam dentro de um caldeirão de oito trigramas, para que meu corpo fosse dissolvido em um poderoso elixir.
Após 49 dias, abriram o caldeirão e lá estava eu, serelepe a pular na cara dos imbecis. Mais forte e mais poderoso do que nunca, já que me alimentei do elixir que deveria me destruir. Esse elixir, também me deu um curioso poder: agora, eu poderia ver o mal em qualquer forma em que ele esteja. Independente do quanto estivesse escondido.
Irritado por que nada que me fazia, tinha efeito, O imperador de jade me denunciou a Buda.
Buda, aquele gordinho com o eterno sorriso, apostou comigo que eu não conseguiria escapar de sua mão…
O que aconteceu em seguida é tão vergonhoso, que não merece comentários…
Após quinhentos anos, trancado dentro de uma caverna, como castigo; ouvi falar de um monge que precisava de ajuda e me candidatei.
Nunca havia conhecido alguém como Xuanzang. Ele me inspirou e com ele, tive muitas aventuras. A india foi o ultimo lugar para onde fui, antes de me “aposentar”. Onde me chama de “Hanuman”…
Ainda hoje, posso ouvir aquele principe dragão que se fingia de cavalo… Aquilo foi uma comédia.
Bons tempos… tempos divertidos…

Son Goku

InterMundos Chronicles Anathalia